Vou falar em público. E agora?

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A ansiedade, o nervosismo e o medo são sensações que qualquer palestrante já vivenciou às vésperas de uma palestra. Com o passar do tempo e com a experiência, aprendemos a administrar essas sensações. Mas muito mais do que isso: aprendemos técnicas de apresentação.

O mais importante em uma palestra é a história que você vai contar – leia-se aqui: conteúdo. Entretanto, a forma como você “entrega” a palestra faz toda a diferença. E as técnicas tem como objetivo cobrir 3 grandes áreas em uma apresentação:

  • Roteiro
  • Visual
  • Apresentador

Existem diversos cursos e livros sobre o assunto – as palestras do Steve Jobs já foi tema desse blog – mas gostaria de dedicar este post à SOAP.

SOAP (Acrônimo de “State of The Art Presentations”) é uma consultoria brasileira de comunicação especializada em apresentações corporativas. A história da criação dessa consultoria é incrível, mas o que chama atenção é a quantidade de apresentações criadas (mais de 12 mil), número de países atendidos (mais de 20) e portfólio de produtos (apresentações corporativas, pitch de vendas, apoio visual e treinamento do apresentador).

Em 2011 a SOAP lançou o seu livro “Super Apresentações – Como vender ideias e conquistar audiência”, detalhando sua técnica de criação das apresentações.

Tudo começa no roteiro!

O primeiro passo é fazer um diagnóstico relacionado à apresentação:

  • Com quem vou falar?
  • Qual o perfil da audiência?
  • Qual assunto será abordado?
  • Qual é meu objetivo com essa apresentação?
  • Qual tempo disponível?

E assim por diante.

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O segundo passo é escrever o roteiro usando um ou mais recursos narrativos como a metáfora, o suspense, a surpresa, o drama, o humor etc. É importante definir a mensagem principal, o slogan, a estrutura do raciocínio, inserção de conteúdo e adequação da linguagem. E aqui está uma das grandes qualidades do livro: além de ser visualmente muito bonito, ele mostra exemplos desses recursos narrativos e ainda dá 10 dicas importantíssimas que devem ser levadas em consideração em um roteiro.

O último passo dessa etapa é dividir o conteúdo em pequenos trechos, para que a apresentação tenha 3 “atos”, como se fosse um filme: início, meio e fim. No mundo das apresentações, a SOAP chama estes três atos de “Um bom começo”, “O corpo e a sustentação da apresentação” e a “Conclusão”.

Na segunda parte do livro, constituída por dois capítulos, os autores abordam a questão da criação visual e da identidade visual. A parte da criação visual ensina como dividir o roteiro em slides, as informações que estarão presentes, os tipos de elementos que serão usados (ex: imagens, ícones, desenhos, fotos, dados etc). Já o capítulo da identidade visual aborda a paleta de cores, fontes, linhas, formas, elementos gráficos etc.

A terceira parte do livro aborda o apresentador. É fundamental ter domínio do roteiro e a interação com o apoio visual. E aqui eles reforçam a necessidade do treino. É necessário treinar exaustivamente a fala até todo o roteiro se tornar natural. É importante ter a visão macro de toda apresentação, conhecer slide a slide prestando atenção ao timing. Mas mais do que isso: é importante treinar a apresentação sem o apoio visual. Se conseguir apresentar sem ter apoio visual, pronto! Você está “quase” apto a encarar seu público. Para ter certeza que está pronto, faça o último ensaio gravando áudio ou vídeo. Seu olhar crítico ou a avaliação por terceiros podem te ajudar a fazer os últimos ajustes.

O apresentador deve ainda ficar de olho no relógio, prestar atenção na entonação, volume, clareza da fala, ênfase das palavras, nas pausas, na velocidade do discurso e no tom. A espontaneidade e o improviso devem ser usados como aliados. Por fim, o apresentador não deve deixar de olhar para a audiência e reservar tempo para perguntas e respostas ao final da apresentação, lembrando que é importante não se prolongar nas respostas, atuar como mediador quando necessário, saber lidar com perguntas difíceis etc.

Só depois de abordar essas três grandes áreas, a SOAP fala sobre o PowerPoint.

Sim, meu amigo (a)! PowerPoint não deveria ser o ponto de partida das apresentações. A SOAP até brinca com o tema questionando se ele é vilão ou herói.

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O livro ainda lembra o triste episódio em que o ônibus espacial Columbia se desintegrou, após tentar entrar na atmosfera terrestre, matando 7 astronautas, em fevereiro de 2003. Motivo: problemas de comunicação pelo uso excessivo de PowerPoint.

Seriously?

Sim! Edward Tufte, professor da Universidade Yale, escreveu diversos artigos contra o PowerPoint, acusando que o programa dá foco aos elementos gráficos em detrimento ao conteúdo. Nesse post da Wired ele demoniza o PowerPoint. No episódio do Columbia, enviado à Nasa, Tufte detalhou os registros dos dados desde o lançamento do ônibus, quando uma peça da nave se soltou. Foi aí que a Nasa descobriu que dados importantes foram simplificados para caber nos slides. Pode??!! Tufte sugere que a boa e velha planilha seja usada na apresentação de dados.

Super Apresentações

Super Apresentações

Super Apresentações – Como Vender Ideias e Conquistar Audiências

Sócios-fundadores da SOAP, a maior empresa de apresentações do Brasil, Eduardo Adas e João Galvão revelam a metodologia que utilizam para criação de apresentações no estado da arte, capazes de encantar audiências, transmitir conceitos com propriedade e atuar em prol da adesão desejada pelo apresentador.

Compre o livro “Super Apresentações – Como Vender Ideias e Conquistar Audiências na Saraiva.

 

1 Comment on Vou falar em público. E agora?

  1. Suellen
    maio 8, 2016 at 11:47 pm (12 meses ago)

    Adorei! Não sabia da história da Soap!

    Responder

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